Torcer o joelho é uma das lesões mais comuns na vida cotidiana e esportiva. Mas o que muitas pessoas não sabem é que nem toda entorse é igual. A gravidade da lesão varia, e essa distinção é o que determina se o tratamento será conservador ou cirúrgico.
O que é uma entorse?
Entorse é uma lesão causada por um movimento que excede a capacidade normal da articulação, podendo provocar estiramento ou ruptura de um ou mais ligamentos do joelho.
Os ligamentos são estruturas que conectam os ossos entre si e garantem a estabilidade da articulação. Quando o joelho é submetido a uma força além de sua capacidade, os ligamentos podem ser danificados.
Grau 1: estiramento leve
No grau 1, as fibras do ligamento são estiradas, mas não rompidas. O paciente sente dor localizada, leve inchaço e pode continuar se movimentando, embora com desconforto. A articulação mantém sua estabilidade.
O tratamento costuma incluir redução temporária das atividades, controle da dor e do edema, além de fisioterapia para recuperação da função.
Grau 2: ruptura parcia
No grau 2, parte das fibras do ligamento se rompe. A dor é mais intensa, o edema é moderado e pode haver alguma instabilidade ao caminhar. O paciente frequentemente sente que o joelho quer ceder.
O tratamento permanece conservador na maioria dos casos e pode incluir proteção temporária da articulação, associada à fisioterapia.
A distinção entre grau 2 e grau 3 é feita pelo exame clínico e, muitas vezes, confirmada por ressonância magnética. Não tente se autodiagnosticar apenas pelo nível de dor.
Grau 3: ruptura total
No grau 3, o ligamento está completamente rompido. Embora a lesão seja mais grave, alguns pacientes podem relatar menos dor do que nas rupturas parciais, especialmente após a fase inicial da lesão.
O joelho costuma apresentar instabilidade significativa, edema importante e dificuldade para atividades que exigem sustentação e controle da articulação. A indicação de cirurgia é avaliada caso a caso.
E quando a cirurgia é indicada?
A ruptura total do LCA em pacientes jovens, ativos ou esportistas geralmente tem indicação cirúrgica. Já a ruptura do ligamento colateral medial (LCM), mesmo em grau 3, frequentemente é tratada de forma conservadora. A decisão depende de uma avaliação individualizada.