A corrida de rua é um dos esportes que mais cresce no Brasil. Com ela, crescem também as lesões ortopédicas associadas, sendo o joelho a articulação mais afetada. A boa notícia é que a maioria dessas lesões é prevenível com ajustes simples de treino, calçado e biomecânica.
O que é o “joelho do corredor”?
O termo popular “joelho do corredor” pode se referir a diversas condições, mas a mais frequente é a Síndrome da Banda Iliotibial, caracterizada por dor na face lateral do joelho, que piora durante a corrida, especialmente em descidas.
Também são comuns a síndrome patelofemoral (dor na frente do joelho) e as tendinopatias patelares.
Principais causas
- Aumento abrupto de volume ou intensidade de treino
- Calçado inadequado ou desgastado
- Fraqueza de glúteos e quadríceps
- Pisada pronada excessiva sem compensação
- Superfícies muito duras ou inclinadas
- Falta de fortalecimento específico fora das corridas
Síndrome patelofemoral
A dor na frente do joelho durante ou após a corrida frequentemente indica alteração na dinâmica da patela. O principal fator de risco é o valgo dinâmico do joelho (joelho caindo para dentro), que é corrigido com fortalecimento de glúteos e treino de pisada.
Correr com dor no joelho não é normal e não deve ser tolerado. Dor é um sinal de que algo precisa de atenção. Continuar correndo quase sempre agrava o problema.
Principais causas
- Aumente o volume de treino no máximo 10% por semana
- Troque o tênis a cada 600 a 800 km
- Inclua fortalecimento de glúteos e isquiotibiais na rotina
- Varie as superfícies de treino
- Faça avaliação de pisada com profissional especializado
- Respeite os dias de descanso e recuperação
Quando procurar um ortopedista?
Sempre que a dor persistir por mais de duas semanas, vier acompanhada de edema, limitar a caminhada normal ou não melhorar com repouso e ajustes no treino. A avaliação precoce evita o agravamento e o afastamento prolongado do esporte.