Lesão de menisco é um diagnóstico frequente no consultório de ortopedia, mas a forma como ela acontece, quem ela afeta e como é tratada pode ser completamente diferente de um paciente para outro.
A distinção entre lesão aguda e degenerativa é um dos pontos mais importantes para definir o melhor caminho de tratamento.
O papel do menisco no joelho
Os dois meniscos do joelho (medial e lateral) funcionam como amortecedores e distribuidores de carga. Eles também estabilizam a articulação e auxiliam na lubrificação.
Perder parte ou todo o menisco aumenta significativamente o risco de osteoartrose precoce.
Lesão aguda: o trauma define
A lesão aguda acontece por um mecanismo de trauma específico, geralmente uma torção com o pé fixo no chão. É muito comum em esportes como futebol, basquete e artes marciais. O paciente normalmente consegue identificar exatamente o momento em que a lesão ocorreu, com dor imediata, edema e, em alguns casos, travamento do joelho.
Na lesão aguda, o menisco costuma ser estruturalmente mais preservável, o que favorece tentativas de reparo cirúrgico em vez de ressecção.
Lesão degenerativa: o desgaste acumulado
A lesão degenerativa não tem um momento preciso de início. Ela ocorre pelo acúmulo de microtraumas ao longo dos anos, levando ao enfraquecimento e fissuração progressiva do tecido meniscal. É mais frequente a partir dos 40 anos e frequentemente associada a alterações da cartilagem articular e graus variáveis de osteoartrose.
O tratamento é diferente?
Sim. Nas lesões agudas em pacientes jovens, a cirurgia é frequentemente indicada com objetivo de reparo. Nas lesões degenerativas, o tratamento conservador costuma ser a primeira linha, incluindo fisioterapia, infiltrações e controle das condições associadas.
A cirurgia nas lesões degenerativas tem indicação mais restrita e os resultados dependem muito da qualidade do tecido meniscal remanescente.